Arquivos e dívida nacional

“Vinte e três anos depois do fim da ditadura militar, quando o último dos generais-presidentes, João Figueiredo, deixou Brasília e deu lugar a Tancredo Neves (que não assumiu, mas isso é outro caso), o país não consegue fechar uma parte importante de sua História. Onde estão enterrados os corpos de guerrilheiros dos vários grupos que se opuseram e enfrentaram o poder dos militares? Ainda há famílias que buscam reconstituir a trajetória de parentes e exigem o direito de chorar suas perdas sobre um túmulo com nome, sobrenome, data de nascimento e morte. Um passo importante foi dado pela juíza Solange Salgado. Recomenda, sem direito mais a protelações legais, a abertura dos arquivos militares com informações sobre a Guerrilha do Araguaia.

O parecer foi encaminhado pela Advocacia-Geral da União ao Ministério da Defesa comandado pelo civil, advogado, ex-ministro da Justiça e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim. Pede-se acesso a todos os dados, até hoje mantidos em sigilo, desde a aniquilação do movimento organizado pelo PCdoB em 1975”.
Jornal do Brasil
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