“No antepenúltimo dos 10 parágrafos da matéria de hoje do Estado em que o governador tucano Aécio Neves se manifesta pela primeira vez sobre o mensalão mineiro - do qual teria sido um dos 159 alegados beneficiários, como candidato a deputado federal em 1998 - entra em cena o ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza, também do PSDB, com uma frase bombástica:
"Não dá para indiciar o Azeredo [Eduardo Azeredo, então candidato a governador e atual senador] sem indiciar o Lula", se ficar demonstrada a equivalência entre o mensalão de Minas e o mensalão do PT.
Pelo visto, faltou combinar com os russos, no caso com o próprio Azeredo. Ele aparece no Estado, discretamente, no parágrafo anterior àquele, e na Folha, destacadamente, numa entrevista exclusiva, envolvendo ninguém menos do que Fernando Henrique.
Ao Estado ele disse que, "para começar", a campanha em questão "não foi minha, foi do PSDB todo, inclusive de Fernando Henrique à reeleição" - o que o repórter Eduardo Kattah interpreta como uma cobrança de solidariedade.”
Luiz Weis, Verbo Solto / Observatório da Imprensa
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