“O nacionalismo sempre foi razão suficiente para os Estados-nacionais latino-americanos empreenderem transformações radicais na organização da vida. Foi na defesa da "nação" que iniciaram os movimentos de independência, ainda que naqueles dias o conceito fosse mais abrangente, uma vez que Bolívar sonhava com uma Pátria Grande, que aglutinasse um conjunto de países. De qualquer forma, as guerras tinham como objetivo primeiro assegurar a soberania dos povos desta parte do mundo diante da colônia. Era uma afirmação da nação.
Também em outros pontos do mundo, e em outras épocas, as grandes revoluções tiveram caráter eminentemente nacional. A guerra de independência dos Estados Unidos, a revolução mexicana em 1910, a revolução russa em 1917, a chinesa em 1949, a cubana em 1959, as transformações chilenas em 1970, com Allende, a revolução sandinista em 1979. No centro destas lutas estava a nação, a idéia de soberania, o fim da dependência, o sonho de um desenvolvimento endógeno.”
Elaine Tavares, Adital
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