“Leio aqui pela Internet que um cidadão paulista, não jornalista, Eduardo Guimarães, criou o Movimento dos Sem Mídia, e já promoveu manifestação diante da Folha, prometendo outra diante da Globo.
Como defendo o MST, nada mais normal de agregar aos sem terra o MSM, assim definido por seu criador - "somos os sem mídia contra o latifúndio midiático dos poderosos e grandes empresários do país".
É verdade, as bancas brasileiras de jornais são colonizadas pelos donos da informação, ainda pertencentes a famílias no Brasil, todos eles defensores de uma democracia que mantenha a estrutura social brasileira.
Não se trata de uma imprensa amordaçada, como foi nos anos da ditadura militar. Nem de uma imprensa cega aos que se passa no mundo ou no próprio país. Mas de uma mídia comprometida, sem qualquer interesse em acabar com a desigualdade social.
Seus arroubos éticos ou moralistas se tornam ridículos, diante de sua calculada omissão para se continuar mantendo no Brasil o regime do apartheid social. Com sua influência, principalmente na televisão – a comunicação popular – poderia ajudar a melhorar o nível educacional e cultural da população pobre e excluída. Mas isso não lhe interessa e caso surjam tentativas de se abrir bolsões ou glebas de informação livre, se lançam à luta com arrojo, servindo-se de seus mestres da comunicação a soldo dos patrões.”
Rui Martins, Direto da Redação
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