“Nos últimos tempos, houve uma mudança qualitativa no governo Lula que reflete, no fundo, um aprendizado contínuo sobre a arte de administrar, que vem desde as câmaras interministeriais do governo Fernando Henrique Cardoso.
A primeira grande mudança ocorreu com a saída de José Dirceu da Casa Civil e de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda. Havia um embate feroz entre ambos e suas equipes que paralisava parte das ações de governo.
Mas foi importante também a saída de Joaquim Levy da Secretaria do Tesouro Nacional. Levy tinha dois problemas: era ultra-ortodoxo e competente. Nas reuniões internas do governo, era o primeiro a torpedear qualquer iniciativa que pudesse ser configurada como flexibilização orçamentária. Quando a determinação era para valer, sentava em cima dos projetos, o mesmo ocorrendo com Palocci.
Além disso, Lula carecia de informações para poder questionar os ministros sobre o que estava sendo feito.”
Portal Terra / O Dia
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