“O início do ano não foi bom para o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim. Notável jurista, o homem que diplomou Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República em 2002 viu-se frente a um desafio a convite do Palácio do Planalto. Com o apoio de Lula, Jobim topou encarar a tarefa de ser uma opção a Michel Temer à frente do PMDB, na disputa pela presidência do maior partido do país. Lula não queria ficar refém de Temer e emplacou Jobim na corrida.
O movimento em torno de Jobim cresceu em todo o país, mas não como esperava o Planalto. Sérgio Cabral, governador do Rio, entrou no circuito a pedido de Lula e seu apoio a Jobim na disputa só aumentou a cizânia dentro do partido. Cabral chegou a reunir governadores peemedebistas no Palácio Laranjeiras. Foi um ato de desagravo ao ex-ministro do STF pela humilhação que passou no Rio no dia anterior, 26 de fevereiro.”
Jornal do Brasil
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