Sucesso de Jobim depende de Lula

“O grande desafio imediato do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, é resolver a crise aérea, o que poderá lhe dar projeção suficiente para continuar a vida política e tentar vôos mais altos. Mas para debelar o caos nos aeroportos e a insegurança no controle aéreo ele tem que, ao mesmo tempo, fazer com que o Ministério da Defesa deixe de ser um ministério fantasma, uma entidade que nunca se corporificou, desde a sua criação, em junho de 1999.

Se uma foto vale mais do que mil palavras, o que se dirá de três enormes edifícios em plena Esplanada dos Ministérios, que em 1999 apenas trocaram os nomes de Ministério para o de Comando da Aeronáutica, da Marinha e do Exército. Mostrando a força de quem dominou o país por duas décadas, os militares ainda tinham um quarto prédio entre os 19 da Esplanada, o do Estado Maior das Forças Armadas.

A mera troca de nomes se constata com maior clareza ainda quando se consulta o organograma do Ministério da Defesa e se vê que o ministro tem comando direto apenas sobre a administração do seu gabinete, da Escola Superior de Guerra, da Consultoria Jurídica e Secretaria de Controle Interno.”
Murilo Murça / Politicall
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