“São cada vez mais explícitas as exortações a uma nova quartelada, evidenciando a existência de um esquema golpista que poderá ser acionado se e quando chegar o momento propício.
Ao entregar espadins a ingressantes nas academias militares, um ministro do Superior Tribunal Militar, Olympio Pereira da Silva Júnior, teve um ataque de incontinência verbal e abriu o jogo: “Não desistam. Os certos não devem mudar e sim os errados. Podem ter certeza de que milhares de pessoas estão do lado de vocês. Um dia, não se sabe quando, mas com certeza esse dia já esteve mais longe, as pessoas de bem deste país vão se pronunciar, vão se apresentar, como já fizeram em um passado não muito longe, e aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar”.
Quando a extrema-direita fez uma verdadeira tempestade em copo d’água em torno da anistia a Carlos Lamarca (culpando o governo federal pelo que fora decisão do Judiciário), o torturador-símbolo do Brasil, Carlos Alberto Brilhante Ustra, recebeu mensagem de um oficial da reserva pregando virada de mesa e só contestou o timing: “O fruto ainda não está maduro para ser colhido”. Sua certeza de impunidade é tamanha que ele manteve essa “troca de idéias” on-line!”
Celso Lungaretti / Congresso em Foco
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