Operação Têmis

"O advogado Luiz Roberto Pardo criou uma rede de nove empresas fantasmas para dar aparência legal ao dinheiro que é suspeito de ter recebido para influenciar em decisões judiciais, segundo as investigações da Polícia Federal que desembocaram na Operação Têmis. As empresas fantasmas davam notas simulando a prestação de serviços ou vendas com os valores que teriam sido usados na compra de sentenças, ainda segundo os policiais.

Pardo é apontado pela PF como o articulador de uma organização da qual fariam parte advogados, juízes e empresários interessados em obter sentenças favoráveis sobre créditos tributários e, em menor escala, liberar máquinas de videobingo apreendidas.

A investigação descobriu que Pardo controla nove empresas em nome de laranjas e cinco empresas em seu nome. Ele também tem uma offshore no Uruguai, segundo a PF. Offshore é a empresa aberta em paraísos fiscais, cuja legislação dificulta ao máximo saber quem de fato controla o negócio.

No "laranjal" de Pardo, como os agentes chamam ironicamente a rede de empresas, há negócios de todo tipo: de comércio de eletrônicos, produtos plásticos, têxteis e plásticos na mesma firma, termoplásticos e polímeros, importadora e exportadora e de negócios com turismo e representações. Apesar de a PF não ter descoberto nenhum negócio real feito pelas empresas, a maioria tinha movimentações bancárias mensais de R$ 200 mil a R$ 300 mil, em média.”
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