“Aos poucos, o atual governador de São Paulo e um dos presidenciáveis do PSDB, José Serra, vai tirando a máscara de "democrata" e revelando todo seu caráter autoritário diante dos movimentos sociais. No final da tarde de quinta-feira (25), a Polícia Militar sob seu comando reprimiu duramente um protesto pacífico de 11 mil professores contra o projeto que exclui os servidores temporários do sistema de previdência. Já em março, durante a passeata contra a visita do terrorista George Bush à capital paulista, a mesma PM se exacerbou na violência, confirmando o novo padrão adotado de criminalização dos movimentos sociais.
Mas a prova maior desta postura autoritária ocorreu no início da semana com a punição de cinco diretores do Sindicato dos Metroviários de São Paulo - dois deles demitidos arbitrariamente, num afronta à própria Constituição. O motivo alegado, que relembra a retórica da ditadura nos seus estertores, é que a entidade classista liderou uma greve de duas horas em defesa do veto do presidente Lula à Emenda 3, que restringe a fiscalização nas empresas e incentiva a precarização do trabalho. A paralisação de protesto foi um dos pontos altos da jornada nacional unificada, que reuniu todas as centrais sindicais, contra esta regressão.”
Altamiro Borges / Adital
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