“A receita tucana de Yeda Crusius para os gaúchos: corte no gasto com os serviços públicos
Porto Alegre, 26 de Abril de 2007. O vice-governador gaúcho, Paulo Afonso Feijó (PFL), está sentado na Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa, apresentando denúncias de irregularidades envolvendo o presidente do banco estadual, Fernando Lemos. Seriam provas de contratos sem licitação, empréstimos suspeitos, que Feijó carrega debaixo do braço, numa cruzada para ser ouvido. “Tentei entregar os documentos à governadora, mas ela não me recebeu”, lamenta ele que, ainda em dezembro, um dia antes de assumir o cargo, havia protagonizado uma das cenas mais insólitas da política regional, liderando um protesto contra a própria governadora, Yeda Crusius (PSDB).
“É uma atitude irresponsável, leviana e inaceitável!”, rebateu Yeda, com exclamações mesmo, em nota oficial. Yeda e seu vice não se falam. Engana-se, porém, quem pensa que esta situação prosaica sinaliza um governo sem rumo. “É um governo que tem projeto. Há um núcleo duro que hegemoniza o governo e tem bem claro o projeto do PSDB e do PFL. É um projeto claramente classista, no sentido de defender um Estado mínimo, ágil e eficiente apenas para os ricos”, alerta o deputado estadual Raul Pont, líder da bancada do PT, em entrevista ao Brasil de Fato.”
Daniel Cassol / Brasil de Fato
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