As mulheres na política e a reforma política

“Para o feminismo, debater e lutar por participação é propor o lugar de sujeito político para todas as mulheres. É negar o lugar da família e da casa como única possibilidade de inserção na sociedade.

Tem sido incansável a crítica feminista aos limites da democracia política brasileira e à cultura política hegemônica que ainda produz interdições, obstáculos e mesmo bloqueios à participação das mulheres na política, um monopólio dos homens até pouco tempo. No Brasil, e em que pese as muitas lutas e manifestações de apoio, as mulheres alcançaram o direito ao voto com um século de atraso em relação aos homens. E mesmo agora, no século XXI, depois de mais de uma década da lei de cotas nas eleições, mantém-se praticamente inalterada a participação das mulheres no parlamento.

A baixa representatividade das mulheres é uma das contradições fundantes da democracia ocidental apontada pelo feminismo desde as lutas das sufragistas européias. Para o feminismo, debater e lutar por participação política das mulheres é propor o lugar de sujeito político para todas as mulheres. É negar o lugar da família e da casa como destino e única possibilidade de inserção das mulheres na sociedade, o que, para todas as mulheres, tem sido o lugar de confinamento e exclusão.”
Silvia Camurça / Carta Maior
Artigo Completo, ::Aqui::

Comentários