Estratégia para anúncio da reforma deve mudar

“Pode-se contar com uma mudança de rumo na reforma ministerial. O que era para ser anunciado de uma só vez deve passar a ser feito à medida que se tenha solução para as pendências. O Banco Central é um desses casos, pelo vigor com que passa a ser tratada a troca de diretores, mas não é o único.

O novo adiamento anunciado, nessa quinta, por interlocutores do presidente da República, para depois de 15 de março, não deve ser encarado propriamente como mudança de rumo, uma vez que a renovação do ministério vem sendo adiada desde 1º de janeiro, quando Lula foi empossado para um novo mandato.

Existe razão inquestionável para o novo horizonte da reforma e argumentação discutível, ambas em prejuízo do funcionamento da maquina administrativa, a saber:

1) A montagem do quebra-cabeça ministerial, com uma coalizão de 11 partidos, chegou a ser considerada bem encaminhada, mas resultou em sobra de peças, o que vai exigir revisão de procedimentos, vale dizer, nova rodada de negociações com dirigentes e líderes partidários.”
Carlos Lopes / Politicall.com

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