
"Cada lugar onde chego é uma surpresa e uma maneira diferente de ver homens e coisas."
"também eu vou descer por essas ruas, mergulhar nesse movimento, participar da onda humana que vai e vem por esta "cidade de palácios", viver um dia da minha vida entre estas vidas a este sol, sob este céu."
"Todos os vivos que vamos encontrando, e vemos e ouvimos, não são tão vivos quanto os mortos que não vimos nem ouvimos naquela cidadela definitivamente morta, - e que, no entanto, sentimos muito mais nítidos e eloqüentes."
"Os mitos e símbolos hindus e outros remotos sinais de sabedoria, falar-nos-ão exatamente da mesma forma, do nosso tesouro."
"o estrangeiro habita em nós, ele é a face oculta da nossa identidade, o espaço que arruína a nossa morada, o tempo em que se afundam o entendimento e a simpatia."
Tudo quanto aprendi até hoje - se é que tenho aprendido - representa uma silenciosa conversa entre os meus olhos e os vários assuntos que se colocam diante deles, ou diante dos quais eles se colocam. Nessa atmosfera de confidência, tudo me parece penetrável e inteligível."
Crônicas de viagem de Cecília Meireles (Trechos)/ Imaginário indiano / Fotos: Kamil fógel
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