Um continente em transformação elege mais um presidente de esquerda

“Os latino-americanos estão dando o recado muito claro quando são chamados às urnas: um rotundo não ao neoliberalismo e apoio total às verdadeiras reformas de que os países necessitam para promover a justiça social.

No último domingo foi a vez dos equatorianos, que elegeram Presidente da República o economista Rafael Correa, de 43 anos, que deixou muito claro a sua proposta em favor de uma mudança de rumos no país. O candidato esquerdista venceu 68% da preferência e com uma diferença de mais de um milhão de votos. O oponente de direita, Álvaro Noboa, a maior fortuna do Equador e uma das maiores da América Latina, que teve o apoio ostensivo dos Estados Unidos, empregou muito dinheiro na campanha e um linguajar da época da Guerra Fria, mas não conseguiu evitar a maior diferença de votos entre candidatos a presidente na recente história do país produtor de petróleo.

Em sua primeira declaração depois de conhecidos os resultados das urnas, Correa afirmou que "depois de cinco séculos, o povo equatoriano assumirá o comando da nação". E complementou com o lema de Che Guevara: "Até a vitória, sempre!".
Mário Augusto Jakobskind / Fazendo Media

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