Brasilianista: nasce um Brasil menos corrupto

"Diretor do Brazil Institute do King´s College, em Londres, Anthony Pereira, fez uma defesa contundente do Brasil e de seu legado contra crise econômica que o país atravessa; em meio a tanto pessimismo divulgado, pesquisador inglês elogiou a atuação do governo da presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção; "Nós não sabemos, por exemplo, se essas investigações serão tão vigorosas sob um governo que não seja do PT a nível federal", afirmou Pereira; "Mas pode ser que, no futuro, vejamos esse período como um momento em que se fundou um novo, e menos corrupto, modo de governar no Brasil", completou; para o brasilianista, o Brasil "não deixará de ser um país grande e importante por causa de alguns anos de recessão"

Brasil 247

O pesquisador sobre o Brasil e diretor do Brazil Institute do King´s College, em Londres, Anthony Pereira, fez uma defesa contundente do Brasil e de seu legado contra crise econômica que o país atravessa. "O Brasil não deixará de ser um país grande e importante por causa de alguns anos de recessão", afirmou.

Em meio a tanto pessimismo divulgado, o pesquisador inglês elogiou a atuação do governo federal no combate à corrupção e afirmou que, no futuro, o combate à corrupto crie o novo modo de governar. "Nós não sabemos, por exemplo, se essas investigações serão tão vigorosas sob um governo que não seja do PT a nível federal. Mas pode ser que, no futuro, vejamos esse período como um momento em que se fundou um novo, e menos corrupto, modo de governar no Brasil", afirmou Anthony Pereira.

Segundo Pereira, muitas das mudanças que ocorreram no País não podem ser revertidas facilmente. "O aumento do acesso à educação, por exemplo, terá consequências de longo prazo. O Brasil passou de 3 milhões de estudantes em universidades no início dos anos 1990 para 7 milhões hoje. Portanto, mesmo sendo esta a pior recessão brasileira desde os anos 1930, não creio que isso faça com que se revertam todos os ganhos sociais das últimas décadas", afirmou Pereira em entrevista à Folha neste domingo, 10.

Ainda sobre o combate à corrupção, o pesquisador inglês elogiou a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal, e considera que o Brasil vive um momento semelhante aos Estados Unidos na chamada "era progressista".

"Existem três aspectos da "era progressista" nos EUA que ressoam hoje no Brasil. O primeiro é o desejo dos investigadores anticorrupção de usarem o governo federal para diminuir o poder de políticos e empresários corruptos.

Nesse sentido, a agenda anti-corrupção é vista como a base de um novo contrato social e uma democracia mais forte por meio de um Estado ativista que defende um bem-estar público. O segundo aspecto é a importância da imprensa e das cortes como arenas nas quais a corrupção é confrontada, avaliada, debatida e julgada. E o terceiro aspecto é que, após um período de rápida mudança social, alguns membros da classe média tradicional sentem que seu status está ameaçado, e encontram no movimento contra a corrupção uma forma de defesa de seus interesses", afirma.

Leia na íntegra a entrevista de Anthony Pereira."

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