Temos Catilinárias, mas anda faltando Cícero para Cunha

Fernando Brito, Tijolaço 

O meu amigo Hayle Gadelha, assim que viu o nome da operação da PF – Catilinárias, uma série de discursos  feitos por Marco Túlio Cícero contra Lucio  Catilina, um senador que pretendia derrubar o governo de Roma para enriquecer – apressou-se em  mandar-me  o seu mais famoso trecho:

Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Nem a guarda do Palatino,  nem a ronda noturna da cidade, nem o temor do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te?
Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?
Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem?
Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste?
Oh tempos, oh costumes!


Ou, como prefere o vice Michel Temer: o tempora, o mores!
O problema do Brasil, infelizmente, é que há faltam “Cíceros” no parlamento."

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