PSDB agora é 100% Temer

"Depois de passar todo o ano de 2015 tumultuando o País, sem aceitar o resultado das eleições presidenciais do ano passado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fecha acordo com os paulistas José Serra (PSDB-SP) e Geraldo Alckmin para tentar entregar todo o poder a Michel Temer; aliança dos tucanos a um governo do peemedebista teria a garantia de que Temer não irá disputar a eleição de 2018; embora os tucanos inicialmente defendam a não ocupação de cargos, a conspiração Temer-PSDB para derrubar a presidente Dilma Rousseff reacende a esperança de José Serra em assumir o Ministério da Fazenda, para ser o operador da política econômica liberal do PMDB descrita na "Ponte para o Futuro"

Brasil 247

Ao mesmo tempo em que pede a cassação de Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, por abuso de poder político e econômico, o PSDB já aderiu à articulação do vice-presidente de trabalhar pelo impeachment de Dilma no Congresso.

A estratégia Temer já conseguiu reunir o apoio improvável dos três principais tucanos que querem disputar a presidência em 2018: José Serra, Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin. Até meses atrás, apenas Serra era um entusiasta da ideia de ver o peemedebista no Planalto. Aécio jogava para tirar Temer e Dilma de uma só tacada e disputar uma nova eleição. Alckmin queria manter a presidente no cargo até 2018, quando também termina o mandato dele no Palácio dos Bandeirantes.

O vice tem conversado há tempos com os tucanos, movimento visto no Planalto como "conspiração". Com o mote da "pacificação nacional", porém, Temer esteve reunido reservadamente com Alckmin e estará novamente com o tucano nesta segunda-feira, 7, na cerimônia de premiação do grupo de líderes empresariais Lide, presidido por João Doria Jr.

No Palácio dos Bandeirantes, auxiliares do governador de São Paulo dizem que, dependendo do pêndulo do PMDB e das vozes das ruas, o impeachment pode evoluir rapidamente. Temer vai se encontrar publicamente com Alckmin amanhã,

Na quarta-feira, por exemplo, horas antes de Cunha aceitar o pedido de impeachment, Temer, que é presidente do PMDB, foi anfitrião de um almoço com sete senadores de oposição, no Palácio do Jaburu.
Na prática, parte do PSDB aceita apoiar um eventual governo de transição comandado por Temer, caso Dilma caia, desde que o vice garanta não disputar a eleição de 2018.

Embora os tucanos inicialmente defendam a não ocupação de cargos, a conspiração Temer-PSDB para derrubar a presidente Dilma Rousseff reacende a esperança de José Serra em assumir o Ministério da Fazenda, para ser o operador da política econômica liberal do PMDB descrita na "Ponte para o Futuro". O "namoro" de Serra com Temer vem pelo menos desde agosto (relembre aqui).

Um comentário:

ludibrike disse...

Enfim, um verdadeiro ninho de cobras!
E onde fica o povo nisto tudo?