Meu reencontro com os bóias frias, quarenta anos depois

O herdeiro na ilha de Capri e os bóias frias de onde nunca sairam
Luiz Carlos Azenha, viomundo

Em quase 20 anos de moradia nos Estados Unidos encontrei apenas um liberal de verdade: o republicano Ron Paul.

As ideias libertárias dele, colocadas em prática, extinguiriam o Banco Central, o imposto de renda e promoveriam uma política externa não intervencionista. Com isso, Washington deixaria de sustentar a indústria armamentista que é hoje a espinha dorsal da economia norte-americana.

Paul, obviamente, não foi muito longe eleitoralmente. A elite norte-americana, assim como a brasileira, não quer extinguir o Estado, mas apenas colocá-lo integralmente a serviço de seus interesses de classe. Agora que o comunismo real está morto, a ideia de um welfare state ficou “ultrapassada”.

O ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, que assumiu o poder em 1980, falava como um libertário. Em 1985 eu me tornei correspondente em Nova York.

Trinta anos depois, é curioso ver as ideias dele circulando no Brasil, através de jovens entusiasmados com a ideia de “tirar o estado das costas da população” — era assim que Reagan falava.

Os discursos do ex-ator de Hollywood eram feitos com o apoio de cartões onde estavam escritas as frases-chave.

Eram ideias simplorias, mas que diziam ao senso comum."
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