Mais um “cunhista” pego na propinagem. João Magalhães, de Minas

Fernando Brito, Tijolaço 

Um dos peemedebistas mais próximos de Eduardo Cunha, o mineiro João Magalhães (na foto, com Cunha),  ficou mais “enrolado” hoje, com a divulgação, pelo Estado de Minas, de novos detalhes de seu envolvimento na concessão ilegal de uma lavra de turmalina com potencial  avaliada em US$ 1 bilhão, recebendo para isso uma propina de US$ 500 mil quando era deputado federal.

Um diálogo gravado foi divulgado pelo jornal mineiro, relatando a conversa entre o dono da mineradora beneficiado, Ubiratan Batista de Almeida, e um interlocutor de nome Altino:

Ubiratan: Ô, Zé, com seu irmão não vou acertar nada, esse negócio vou passar direto pro João. Eu só tô em São Paulo. Nós viemos aqui num negócio de doleiro, você entendeu? Pra passar isso aqui pra conta dele, eu não tenho como passar isso aí pro Beto, não, você entendeu?
Altino: Vai passar pro João Magalhães?
Ubiratan: É pro João Magalhães.
Altino: Quanto você tá pagando, Bitan?
Ubiratan: Cinco zero zero (500).
Altino: Cinco zero zero?
Ubiratan: Isso. É o que foi combinado, você entendeu? Eram três, depois passou pra cinco.
Altino: De verde (dólar), né?
Ubiratan: Hein?
Altino: De verde, né?
Ubiratan: É, é.

Magalhães mandava num dos diretores do Departamento de Produção Mineral, Celso Dâmaso, demitido por dIlma Rousseff logo após revelar-se seu envolvimento com corrupção na Operação Sete Chaves, da Polícia Federal.

Íntimo de Cunha, que estendeu seus tentáculos para a área da mineração, junto com o deputado Artur Maia, hoje um dos indicados para compor a Comissão Especial do Impeachment.

Magalhães agora é deputado estadual e já teve um pedido de prisão feito pela Polícia Federal, negado pelo STF – ao contrário do que aconteceu com Delcídio Amaral, por ser parlamentar.

Os pesos e as medidas, como se vê, são bem diferentes."

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