A capacidade da mídia de dizer asneiras terroristas é espetacular!

Fernando Brito, Tijolaço 

Uma semana atrás – ou melhor, três dias úteis atrás – a nossa sábia mídia berrava em suas páginas que a “disparada” do dólar era sinal de desconfiança e pessimismo dos investidores com a mudança no Ministério da Fazenda: Nélson Barbosa não agradava a turma da bufunfa.

O dólar havia subido de R$ 3,95 para R$ 4,02. Uma “disparada” de 1,31%!
Hoje, o mercado fechou a R$ 3,86. Uma queda de 4% que ninguém vai, por óbvio, chamar de “despencada”.

Muito menos que significa uma “demonstração de confiança” de confiança do mercado em Nélson Barbosa.

Oscilações de final de ano são comuns e valeu de tudo para “explicar” a queda do câmbio: desde o dinheiro dos chineses que venceram o leilão para uma linha de transmissão de energia até  (só rindo) os aportes que multinacionais teriam feito para cobrir “rombos” em suas subsidiárias brasileiras.

O nível de qualidade do jornalismo econômico brasileiro só não é pior que a sua capacidade de ser catastrofistas.

O Brasil está longe de sofrer problemas cambiais.

Tanto que fecha o ano com um espetacular saldo de perto de US$ 19 bilhões na balança comercial, apesar da crise.

Nossos problemas são de nível da atividade econômica aqui, com a overdose recessiva do período Levy.
E, claro, com uma mídia que empurra diariamente para baixo as expectativas econômicas, que são o combustível daquela atividade.

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