Romário se enrola sobre conta suíça e envolve BTG

"Senador que havia desmentido a revista Veja, em julho, negando ter conta na Suíça, agora se contradiz: "Quando jogava na Europa, tive conta no BSI, só não sei o ano", afirmou, citando o banco cujo dono é o BTG Pactual, de André Esteves, preso nesta semana; há dois dias, o parlamentar publicou no Facebook uma mensagem em que diz ter "pareceres dos dois ministérios públicos (Suíça e Brasil) que não tenho conta na Suíça"; nenhum dos dois órgãos, porém, emitiu documento sobre o assunto; história não é muito diferente da do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode ser cassado por mentir sobre contas na Suíça

Brasil 247 

O senador Romário (PSB-RJ) tem se enrolado cada vez mais sobre a história de uma conta na Suíça em seu nome. Em julho, ele desmentiu a revista Veja, que chamou de "cretina", negando ter qualquer conta no país europeu, conforme apontava reportagem. A revista admitiu ter cometido um erro.


Nessa semana, porém, no áudio que embasou a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), o advogado do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, também preso, comenta que Romário tinha dinheiro em uma conta na Suíça e que o parlamentar teria sido avisado para tirá-lo, para não "ser preso".
Em entrevista ao Globo nesta sexta-feira, ele se contradisse, depois de assegurar que nunca teve conta na Suíça. "Quando jogava na Europa, tive conta no BSI, só não sei o ano", afirmou ao jornal.

Há dois dias, ele publicou em sua página no Facebook uma mensagem em que diz ter "pareceres dos dois ministérios públicos (Suíça e Brasil) que não tenho conta na Suíça". Nenhum dos dois órgãos, no entanto, emitiram pareceres nesse sentido, segundo informa o colunista Lauro Jardim.

A assessoria de imprensa de Romário afirma que o senador tem apenas um documento do BSI confirmando que ele não tem conta na instituição. Esse documento foi divulgado à época da reportagem de Veja, e embasou o pedido de desculpas da revista.

No documento, o BSI – cujo dono é o BTG Pactual, do banqueiro preso André Esteves – atesta que a conta citada pela revista não pertencia a Romário naquele momento. Mas não especificou se o senador já havia sido titular de alguma conta no banco em outra época. Romário defendeu, também pelo Facebook, que o Ministério Público suíço envie "todo o histórico" do caso.

Sobre o áudio, Romário acusa o senador Delcídio de "fanfarronice" e diz que "não se pode dar mais credibilidade a bandido, vagabundo. Ouviram meu nome ser dito numa gravação de um assunto que foge completamente do que esses vagabundos estavam fazendo lá. Eu estou tranquilo, porque não devo porra nenhuma a ninguém e não tenho conta na Suíça."

A história de Romário não é muito diferente da do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode ter seu mandato cassado por ter mentido à CPI da Petrobras, em março desse ano, ao negar ter contas na Suíça - o MP suíço provou o contrário com a publicação de documentos e da própria assinatura do deputado vinculados a contas naquele país."

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