A pesquisa Datafolha só mostra a derrota da política. Só que ela sobrevive há milênios

Fernando Brito, Tijolaço 

A Folha antecipa no site os resultados de uma pesquisa Datafolha  que o jornal publica amanhã.

Seu “destaque” é a rejeição de 47% a Lula.

Sinceramente, achei pouco.

Deveria ter sido mais, tamanha é a campanha de mídia que se desenvolve contra ele.

Que menos da metade dos brasileiros não o considerem um monstro já é mesmo uma prova da resistência mental que o povão desenvolveu contra a mídia.

Afinal, o sujeito está sendo chamado diariamente de ladrão, amigo de ladrão, pai de ladrão…

E o que mais a pesquisa, nesta primeira visão, mostra?

Que não foi possível apontar um crescimento da direita, porque Aécio cai tanto ou mas quanto  cai Lula na preferência eleitoral: Aécio cai de 35% para 31%; Lula baixa de 25% para 22%.

Considerada fiel a pesquisa e real as margens de erros, nada.

A direita, o conservadorismo, não cresceram, têm a mesma terça parte que sempre teve.

O destaque para o crescimento de Marina Silva, a ausente, é o que cresce, mesmo, a rejeição à política. Não é a primeira vez e nem a última em que ela, pela ausência, aparecerá bem situada.

Mas a política, como a órbita terrestre de Galileu, embora negada, é o que move o mundo.

O “desastre” de performance de Lula precisa se sustentado.
E a sua sustentação é mídia e crise.

É isso o que precisa ser entendido, e e isso que torna a política econômica não apenas desastrada, pelos seus erros de paralisação do pais, mas desastrosa, porque não dá sentido à finalidade dos sacrifícios.

Para que estamos parando o funcionamento do país?

Coloquem cem economistas neoliberais para explicar e 80% do povo não entenderá.

Coloque um líder político para contestar e as multidões o entenderão.
Lula vive esse dilema.

Não tem podido ser ele mesmo.

E este, se e quando ele pude voltar a ser, é o pesadelo do conservadorismo brasileiro.

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