Justiça envia ao STF pedido para investigar Nardes

"A Justiça Federal de Brasília decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda (19) a petição do Ministério Público Federal que aponta indícios de que o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, recebeu recursos de uma das principais empresas investigadas na Operação Zelotes; a investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes no Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de empresas multadas pela Receita Federal; a decisão de envio ao STF foi assinada pela juíza substituta da 10ª Vara Federal de Brasília, Célia Regina Ody Bernardes

Brasil 247

A Justiça Federal de Brasília decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (19) a petição do Ministério Público Federal que aponta indícios de que o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, recebeu recursos de uma das principais empresas investigadas na Operação Zelotes. A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes no Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de empresas multadas pela Receita Federal. A decisão de envio ao STF foi assinada pela juíza substituta da 10ª Vara Federal de Brasília, Célia Regina Ody Bernardes.

Após receber a documentação, o STF deverá enviá-la para a análise da Procuradoria Geral da República, que pedirá ou não a abertura de um inquérito para investigar o ministro do TCU. Além de Nardes, é citado na petição o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS), que foi vice-presidente jurídico e institucional da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul.

A RBS, que no Carf discutia uma multa aplicada pela Receita, contratou por R$ 11,9 milhões a firma SGR Consultoria, pertencente a um ex-conselheiro do Carf, José Ricardo da Silva, que por sua vez pagou, entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, R$ 2,55 milhões à firma Planalto, pertencente ao sobrinho de Nardes, Carlos Juliano, e que também teve como sócio, até 2005, o próprio ministro do TCU.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que, do total recebido pela Planalto, R$ 1,6 milhão foi destinado a uma pessoa identificada em e-mails como "Tio", que, para o Ministério Público, trata-se de Augusto Nardes."

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