Ibope para 2018 aponta aumento da rejeição de todos

Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"No mesmo dia em que, há exatamente um ano, a presidente Dilma Rousseff conquistava o segundo mandato nas urnas, com uma vitória apertada contra Aécio Neves, no segundo turno, pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira pelo Estadão mostra o aumento da rejeição dos principais nomes que poderão disputar a sua sucessão em 2018.

O mais rejeitado de todos é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou o governo em 2010, com 83% de aprovação popular, o maior índice já registrado pelo Ibope. Às vésperas de completar 70 anos, o percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Lula chegou a 55% (em maio do ano passado, eram 33%) nesta pesquisa que foi a campo entre os dias 17 e 21 de outubro.


O dado mais significativo apontado pelo Ibope mostra que o aumento da rejeição das principais lideranças políticas do País é generalizado, com a queda da popularidade de Lula não beneficiando nenhum dos possíveis candidatos da oposição.

Em um ano, aumentou de 42 para 47% o número de eleitores que não votariam de jeito nenhum no tucano Aécio Neves. A rejeição de Marina Silva, que acabou de legalizar seu partido, a Rede, subiu de 31 para 50%. Os concorrentes de Aécio no PSDB também viram sua rejeição subir: a de Geraldo Alckmin chegou a 52% e a de José Serra foi de 47 para 54%, ambos em situação de empate técnico com Lula neste item negativo para suas eventuais candidaturas presidenciais.

Entre os que votariam com certeza num candidato, Lula está na frente, com 23%. Aécio vem em segundo lugar, com 15%, Marina, em terceiro, com 11%. Serra teria 8% e Alckmin vem na lanterna com 7%.

Quando os eleitores são perguntados em quem poderiam votar, a situação se inverte: Aécio fica com 42%, em empate técnico com Lula (41%) e Marina (39%). Serra chegaria a 32% e, Alckmin, a 30%. A soma fica acima de 100% porque os eleitores poderiam apontar mais de um nome no qual eventualmente votariam.

O levantamento reflete o crescente descontentamento da população com a classe política, sem que surjam novas lideranças nos grandes partidos. É um cenário favorável ao aparecimento de candidatos radicais nos extremos do espectro partidário, que se apresentam nestas horas como "salvadores da pátria", sempre um perigo para a democracia.

E vamos que vamos."

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