Cunha tenta usar impítim para se proteger

"Mas até o Aecím já aceita a saída de Cunha

Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

Saiu no Globo:

Plano de Cunha é usar impeachment como cortina de fumaça


Presidente da Câmara se recusa a falar sobre contas na Suíça e não retorna ligações

BRASÍLIA — Procurado pelo GLOBO para falar sobre a menção a seus dados pessoais e endereço residencial no relatório da Suíça, Eduardo Cunha não retornou. A assessoria informou que seus advogados poderiam falar, mas esses não atenderam às ligações. Em duas entrevistas, durante o dia, Cunha se negou a falar do assunto.

O presidente da Câmara tentará usar pedido de impeachment da presidente Dilma, apresentado pelo ex-petista Hélio Bicudo, como cortina de fumaça, segundo admitem aliados dele. Temendo uma tormenta ainda maior contra si — o que, acredita, deve ocorrer também na semana que vem —, Cunha vai dar início à onda do impeachment como forma de se proteger da divulgação do documento na qual constaria sua assinatura como beneficiário dos recursos que estão congelados na Suíça.

Cunha tem conversado com aliados para reiterar que não tem contas no exterior, mesmo depois que o Ministério Público Federal recebeu os documentos oficiais da Suíça. Está convencido de que, uma vez que o assunto impeachment entre no horizonte, a população brasileira vai voltar toda sua atenção para a situação da presidente. E, para espanto de alguns interlocutores, Cunha acredita plenamente que receberá apoio popular para manter-se no cargo.

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Em tempo: até o Aecím já aceita a saída de Cunha. Antes, o PSDB deu o "benefício da dúvida" ao presidente da Câmara.

Saiu na Fel-lha:

Aécio sugere a Cunha que deixe comando da Câmara

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sugeriu ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que ele deixe o cargo para reunir apoio para manter seu mandato parlamentar.

A Folha apurou que os dois conversaram nesta semana sobre as suspeitas que pesam contra o peemedebista.

O PSDB tem sido cobrado por não se posicionar sobre as acusações que pesam sobre o presidente da Câmara pelo fato de estar com Cunha na operação de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que gera desgaste aos tucanos.

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