Relatório de delegado não mostra indícios contra Lula para ouvi-lo em inquérito

Lula teria criticado a ação do policial de pedir que o ex-presidente seja ouvido pelos investigadores da Lava Jato
Jornal GGN

Um pedido do delegado federal Josélio Azevedo de Sousa está nas mãos do procurador-geral da República, para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em inquérito de desdobramento da Operação Lava Jato. A aliados, o ex-presidente teria criticado o pedido do policial. 
De acordo com reportagem do Valor, Lula disse que essa era uma tentativa de atingí-lo politicamente, uma vez que no próprio relatório do policial está indicado que não há provas do seu envolvimento direto no desvio dos recursos da Petrobras. Sousa solicitou, na última quinta-feira (10), que o ex-presidente fosse ouvido no inquérito que trata de parlamentares com foro privilegiado como desdobramento da Operação Lava Jato.
Lula teria indicado a aliados que o pedido será usado como munição para ataques da oposição e teria reclamado de excessos cometidos por delegados da PF, sob a condução do ministro José Eduardo Cardozo, publicou o Valor.
O deputado Wadih Damous (PT-RJ) disse que o pedido do delegado é uma medida "despropositada" e "foi criado para beneficiar a oposição". "Não conversei com Lula, mas se ele não pensasse assim eu discordaria dele. Estou preocupado com essa partidarização da PF", disse o deputado.
A solicitação do delegado deve, ainda, passar pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Caso o procurador Rodrigo Janot não concorde com a sugestão de ouvir o ex-presidente, o pedido não será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). 
No relatório, Sousa afirma que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ambos delatores do processo, "presumem que o ex-presidente da República tivesse conhecimento do esquema de corrupção", mas não levantaram indícios de veracidade."

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