Na ONU, Dilma anuncia meta 'ambiciosa' para clima


"A presidente Dilma Rousseff anunciou, neste domingo (27), durante a Conferência das Nações Unidas, que o Brasil tem a meta de reduzir em 43% a emissão de gases do efeito estufa até 2030; "Será de 37% até a 2025 a contribuição do Brasil para a redução de emissão de gases do efeito estufa e para 2030 a nossa ambição é de redução de 43%", afirmou; ela também citou metas do país no combate ao desmatamento e no reflorestamento; "Até 2020, o Brasil pretende: primeiro, o fim do desmatamento ilegal no país. Segundo, a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares. Terceiro, a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradas. Quarto, a integração de 5 milhões de hectares de lavoura-pecuária-floresta", disse; no discurso, ela também citou avanços sociais do Brasil; "Em meu país, sabemos que o fim da pobreza é só um começo de uma longa trajetória", encerrou

Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff anunciou, neste domingo (27), durante a Conferência das Nações Unidas para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, que o Brasil tem a meta de reduzir em 43% a emissão de gases do efeito estufa até 2030. O ano base, segundo ela é 2005.

"Será de 37% até a 2025 a contribuição do Brasil para a redução de emissão de gases do efeito estufa e para 2030 a nossa ambição é de redução de 43%", afirmou a presidente em discurso na sede de ONU, em Nova York.

Ela também citou metas do país no combate ao desmatamento e no reflorestamento de áreas degradadas. "Até 2020, o Brasil pretende: primeiro, o fim do desmatamento ilegal no país. Segundo, a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares. Terceiro, a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradas. Quarto, a integração de 5 milhões de hectares de lavoura-pecuária-floresta", disse.

A reunião sobre desenvolvimento sustentável na ONU é um preparativo para a Conferência do Clima (COP21), em dezembro, na França. Dilma ainda fará, nesta segunda-feira, o discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

“A Conferência de Paris é uma oportunidade única de construirmos uma resposta comum ao desafio global de mudanças do clima. O Brasil tem feito grande esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem comprometer nosso desenvolvimento econômico e nossa inclusão social", afirmou Dilma.

No discurso, que durou cerca de 10 minutos, Dilma citou também metas do Brasil para a área de energia. Um dos objetivos, segundo ela, é estabelecer um limite de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética.

"Na área de energia, também temos objetivos ambiciosos. Primeiro, a garantia de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética. Segundo, a participação de 66% da fonte hídrica na geração de eletricidade. Terceiro, a participação de 23% das fontes renováveis, eólica, solar e biomassa, na geração de energia elétrica. Quarto, o aumento de cerca de 10% na eficiência elétrica.Quinto, a participação de 16% de etanol carburante e demais fontes derivadas da cana-de-açúcar no total da matriz energética", detalhou a presidente.

"As adaptações necessárias frente à mudança do clima estão sendo acompanhadas por transformações importantes nas áreas de uso da terra e florestas, agropecuária, energia, padrões de produção e consumo", continuou Dilma. "O Brasil assim contribui decisivamente para que o mundo possa atender às recomendações do painel de mudança do clima, que estabelece limite máximo de 2°C de aumento de temperatura neste nosso século", concluiu a presidente.

Cerca de 60 países já haviam divulgado suas metas para reduzir a produção de gases do efeito estufa, entre eles China, Estados Unidos, União Europeia, Japão e Rússia, responsáveis por 66% das emissões mundiais. Para cumprir esse objetivo, o Brasil investirá no aumento de uso de energias renováveis, como eólica, solar e biocombustíveis, e intensificará o controle do desmatamento na região da Amazônia, segundo a presidente. A organização ambiental WRI (World Resources Institute) estima que as emissões do Brasil diminuíram 36% entre 2005 e 2011, principalmente devido à esforços para a redução do desmatamento.

Abaixo trechos do discurso de Dilma (de acordo com o Twitter do Planalto):
"Os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável reafirmam o preceito da Rio+20: que é possível crescer, incluir, conservar e proteger"

"Esta Agenda exige a solidariedade global, a determinação de cada um de nós e o compromisso com o enfrentamento da mudança do clima"

"Devemos fortalecer a Convenção do Clima, com pleno cumprimento de seus preceitos e o respeito a seus princípios"

"Nossas obrigações devem ser ambiciosas, de forma coerente com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas"

"A Conferência de Paris é oportunidade única para construirmos uma resposta comum ao desafio global da mudança do clima"

"O Brasil tem feito grande esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, sem comprometer nosso desenvolvimento"

"Para tanto, continuamos diversificando as fontes renováveis em nossa matriz energética, uma das mais limpas do mundo"

"Reduzimos em 82% o desmatamento na Amazônia. Podem ficar certos que a ambição continuará a pautar nossas ações"

"Quero anunciar que será de 37%, até 2025, a contribuição do Brasil para redução das emissões de gases de efeito estufa"

"Para 2030, nossa ambição é chegar a uma redução de 43%. Lembro que, em ambos os casos, o ano base é 2005."

"O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões"

"Temos uma das maiores populações e PIB do mundo e nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos."

"Desde 2003, políticas sociais e de transferência de renda contribuíram para que + de 36 milhões de brasileiros superassem a pobreza"

"O Brasil saiu, no ano passado, do Mapa Mundial da Fome. Tivemos grandes avanços em programas habitacionais; no acesso ao ensino básico; nas questões de saúde pública; na igualdade de gênero. Esse é o futuro q queremos e estamos construindo. O esforço p/ erradicar a pobreza e promover o desenv. tem de ser coletivo e global. Em meu país, sabemos que o fim da pobreza é só um começo de uma longa trajetória"

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