Geraldo e os exorcistas


Fernando Brito, Tijolaço

"A  maioria dos paulistas não tem ideia de que Geraldo Alckmin não é aquele cidadão contido, equilibrado, bem próximo do homem comum, que se conduz com ética e discrição.

A foto aí em cima, que circula no Facebook,  é uma das provas de que não é assim: o seguidor do catolicismo fundamentalista da Opus Dei – quem o diz é a insuspeita revista Época, da Globo – ajoelhado e recebendo a unção dos performáticos pastores Agenor Duque e a “Bispa” Ingrid Duque.

Agenor é o furibundo “expulsador de demônios” que você pode ver em ação no vídeo ao final do post.

Dispenso-me de descrever, pelo respeito e amizade que tenho com tanta gente que crê fazendo da fé um instrumento de delicadeza humana.

Geraldo Alckmin prostrou-se ajoelhado não num momento de dor pessoal, o que tornaria indigno criticá-lo por  ato de desespero compreensíveis.

Não, foi bem antes, em plena campanha eleitoral, como você vê na data da postagem.

Não foi apenas uma visita social, como se poderia fazer a qualquer culto, cristão, evangélico, afrobrasileiro.

É puro oportunismo religioso, utilização indevida da fé das pessoas simples, sofridas, que caem  às mãos de gente que faz este tipo de maldade com seres humanos.

Não é apenas hipocrisia e fanatismo, é tortura mental.

Aos berros, aos gritos, arrancam-lhes o dinheiro e a razão serena.

E a eles se juntou Alckmin, para arrancar-lhes mais algo de sua cidadania.

Arrancar-lhes o voto.

É bom que a comportada elite paulistana, que o considera um modelo de equilíbrio, virtude e moderação constate do que ele é capaz de fazer com a boa-fé das pessoas.

E que não sai nos jornais."

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