FHC: pedido de renúncia foi mal interpretado


"Após defender publicamente a renúncia da presidente Dilma Rousseff como um "gesto de grandeza", o ex-presidente tucano FHC recua em reunião com uma comitiva do PSOL nesta segunda-feira (31); ele disse que a sua declaração foi mal interpretada e que o sentido da manifestação foi: "Ou renuncia ou governa"; "Se a própria Presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lavajato. Até que algum líder com forca moral diga, como o fez Ulysses Guimarães, com a Constituição na mão, ao Collor: você pensa que é presidente, mas já não é mais", postou ele há duas semanas no Facebook

Brasil 247

Após pedir publicamente a renúncia da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente tucano FHC voltou atrás e agora diz que foi mal interpretado.
Há duas semanas, pelo Facebook, FHC disse que a saída de Dilma seria um “gesto de grandeza”.

Em uma reunião com uma comitiva do PSOL nesta segunda-feira (31), ele disse que o sentido da manifestação foi: "Ou renuncia ou governa".

Leia abaixo a íntegra de sua mensagem, publicada no Facebook:

"O mais significativo das demonstrações, como as de ontem, é a persistência do sentimento popular de que o governo, embora legal, é ilegítimo. Falta-lhe a base moral, que foi corroída pelas falcatruas do lulopetismo. Com a metáfora do boneco vestido de presidiário, a Presidente, mesmo que pessoalmente possa se salvaguardar, sofre contaminação dos malfeitos de seu patrono e vai perdendo condições de governar.

A esta altura, os conchavos de cúpula só aumentam a reação popular negativa e não devolvem legitimidade ao governo, isto é, a aceitação de seu direito de mandar, de conduzir. Se a própria Presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lavajato. Até que algum líder com forca moral diga, como o fez Ulysses Guimarães, com a Constituição na mão, ao Collor: você pensa que é presidente, mas já não é mais".

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