Citado por delator, Cunha abre alas para o golpe


"No mesmo dia em que foi citado por mais um delator da Lava Jato, que o acusou de ser responsável pela nomeação da diretoria internacional da Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu seu parecer sobre o rito de eventual pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; Cunha afirmou que, mesmo que o pedido seja rechaçado por ele, caberá recurso em plenário; roteiro do golpe prevê exatamente isso: Cunha rejeita o pedido e, em seguida, um parlamentar da oposição apresenta o recurso; para que o processo tenha início, a oposição terá que aprovar o recurso por maioria absoluta; se conseguir aprovar a criação da comissão especial, ela seria instalada e o parecer do relator, caso favorável ao impedimento, teria que ser aprovado por 342 votos; se a oposição conseguir esses votos, que autorizam a abertura do impeachment, Dilma seria imediatamente afastada temporariamente, até que o Senado faça o julgamento em no máximo 3 meses; a sorte está lançada

Brasil 247

 No mesmo dia em que foi citado por mais um delator da Lava Jato, que o acusou de ser responsável pela nomeação da diretoria internacional da Petrobras (leia mais aqui), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu seu parecer sobre o rito de eventual pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
 
Cunha afirmou que, mesmo que o pedido seja rechaçado por ele, caberá recurso em plenário; roteiro do golpe prevê exatamente isso: Cunha rejeita o pedido e, em seguida, um parlamentar da oposição apresenta o recurso.

Para que o processo tenha inicio, a oposição terá que aprovar o recurso por maioria absoluta. Se conseguir aprovar a criação da comissão especial, ela seria instalada e teria o parecer do relator. Caso o parecer seja favorável à abertura do processo de impeachment contra Dilma, o texto teria que ser aprovado por 342 votos, ou 2/3 da Casa. 

Se a oposição conseguir esses votos, que autorizam a abertura do impeachment, Dilma seria imediatamente afastada temporariamente, até que o Senado faça o julgamento em no máximo 3 meses (saiba mais aqui)."

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