Superado o golpe, começa o campeonato de 2018


"Nesta sexta-feira, ocorreram dois movimentos importantes; de um lado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, pela primeira vez, que será candidato em 2018, caso seja necessário; de outro, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que o PSDB trabalha com o calendário eleitoral de 2018 e que, portanto, não cogita mais a hipótese de eleições antecipadas; internamente, para se viabilizar, Aécio terá que conter as pretensões de Geraldo Alckmin e José Serra; também na oposição, Marina Silva tem conseguido fazer avançar a criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade; na base governista, Eduardo Paes pode vir a ser o nome do PMDB, caso os Jogos Olímpicos de 2016 sejam bem-sucedidos; sem tapetão, começa a ser organizado o campeonato político de 2018; como personagens excêntricos, poderão concorrer também Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa

Brasil 247

Nesta sexta-feira, o cenário político começou a ficar mais claro, a partir de dois movimentos importantes. No PT, pela primeira vez, o ex-presidente Lula admitiu a possibilidade de concorrer à presidência da República, em 2018.
 
"Sinceramente, espero que tenha outras pessoas para serem candidatas. Agora, uma coisa pode ficar certa. Se a oposição pensa que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições", disse ele, em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (leia mais aqui).

Entre os tucanos, o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG), não só afirmou não haver elementos para o impeachment da presidente Dilma Rousseff (leia aqui), como também declarou que o calendário eleitoral do PSDB prevê disputa em 2018. 

"Para nós, do PSDB, ao contrário do que diz Carlos Araújo [ex-marido da presidente Dilma], o calendário eleitoral prevê eleições em 2018", disse Aécio (leia aqui). Com isso, os tucanos abandonam a tese estapafúrdia de eleições antecipadas, que vinha sendo defendida por parlamentares aecistas.

No entanto, isso não significa que o grande embate entre Lula e Aécio já esteja marcado para 2018. No PSDB, o senador mineiro ainda terá que superar alguns rivais de peso: o governador paulista Geraldo Alckmin, tido como candidato natural, o senador José Serra (PSDB-SP) e o governador goiano Marconi Perillo, que também tem pretensões presidenciais. Numa coluna publicada nesta semana, o jornalista Josias de Souza afirmou que Aécio e Alckmin hoje mal se falam (leia aqui).

Se, entre os tucanos, haverá intensa disputa até 2018, quem correrá com pista livre é a ex-senadora Marina Silva, que, nesta semana, teve aval da Justiça Eleitoral para criar seu próprio partido, a Rede Sustentabilidade (leia aqui). Outro nome que pode se viabilizar é o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, caso vingue a tese de candidatura própria do PMDB. Prefeito bem avaliado, Paes terá como vitrine os Jogos Olímpicos de 2016.

Correndo por fora, virão nomes da antipolítica, como Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, e dois expoentes da extrema direita no Brasil: o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) e o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ)."

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