Comentários "Não vai ter golpe", gritam manifestantes anti-impeachment

Manifestação anti-impeachment em São Paulo nesta quinta-feira (Imagem: Mídia Ninja)

"Ato em defesa da democracia reúne 40 mil pessoas em São Paulo, de acordo com estimativa da Polícia Militar. Organizadores falam em 75 mil. Manifestantes que ocupam a avenida paulista gritam "Fora Cunha" e "não vai ter golpe".

Pragmatismo Político  

“Que bonito. É muito diferente do último domingo”, afirmou a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, diante de um público estimado pela PM-SP em 40 mil pessoas, que deixava o Largo da Batata, no bairro paulistano de Pinheiros, em direção à região da Avenida Paulista. Organizadores falam em 75 mil pessoas.

A líder estudantil compara a manifestação de hoje (20), apoiada por mais de 50 entidades ligadas a movimentos populares “por mais direitos, por avanços e sem retrocessos” com os protestos que chamou de “golpistas” promovidos por organizações que pregam a derrubada do governo Dilma. “Viemos defender a democracia. Intervenção militar acontece todos os dias nas periferias deste país, matando pretos e pobres.”

Carina não deixou de acentuar críticas à condução da política econômica e ao ajuste fiscal: “O governo federal tem de estar mais conectado com o povo. Viemos trazer a agenda da juventude, dos trabalhadores, dos direitos sociais. O ajuste fiscal já retirou R$ 10 bilhões da educação.”

A “indignação seletiva” dos protestos de domingo passado foi observada por Guilherme Boulos, do MTST. “Estamos aqui para rechaçar esse moralismo seletivo de quem foi à Avenida Paulista dizer que é contra a corrupção, mas aplaude Eduardo Cunha e Aécio Neves”, disse, referindo-se ao presidente da Câmara, que acaba de ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República por crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, e ao senador tucano e presidente do PSDB.

25 Estados e o DF

Manifestações em apoio à presidente Dilma Rousseff aconteceram em ao menos 25 Estados e no Distrito Federal nesta quinta-feira (20).


Os nomes mais criticados nos protestos foram os do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi denunciado formalmente pela Procuradoria Geral da República nesta quinta-feira por denúncia de propina; e do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cuja política econômica tem reduzido benefícios dos trabalhadores.

Os atos do dia são uma resposta dos movimentos de esquerda às manifestações ocorridas no domingo (16) em todo o Brasil, com o principal objetivo de reivindicar o impeachment da presidente Dilma Rousseff."

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