Aécio se manifesta sobre Cunha: “não interfiro”


"Em sua primeira declaração desde a denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), senador diz que posicionamento da bancada do PSDB é de que "as acusações são graves e devem ser respondidas"; questionado se concordava com o afastamento do deputado da presidência da Casa, porém, declarou: "é uma questão interna da Câmara na qual eu não interfiro"; quanto à presidente Dilma Rousseff, contra a qual não há denúncias nem elementos que apontam seu envolvimento na Lava Jato, Aécio pede renúncia ou tenta forçar sua saída pelo impeachment; nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda durante o governo José Sarney, Luiz Carlos Bresser-Pereira, escreveu que o PSDB quer derrubar uma presidente honesta aliando-se a um corrupto

Brasil 247

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, se manifestou pela primeira vez nesta terça-feira 25 desde a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República ao STF contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato. Segundo Aécio, "as acusações são graves e devem ser respondidas".

"Todos os homens públicos, independente da função que ocupam - isso serve para o presidente da Câmara, para a presidente da República, para todos os eleitos e outros que ocupam funções pública -, têm que estar sempre prontos a responder às acusações, e é isso que se espera do presidente da Câmara dos Deputados para, a partir do momento em que apresente sua defesa, ele possa ser julgado", declarou.

"Essa é a posição que a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados deve manter. Cobrar que as respostas sejam dadas para que ele possa efetivamente se defender e ser julgado", acrescento o tucano. Questionado, portanto, se concordava com o afastamento de Cunha durante as investigações, declarou:
"Essa é uma questão interna da Câmara dos Deputados na qual eu não interfiro.

Digo apenas que todos aqueles que têm sido alvo de acusações, seja de denúncias ou mesmo nas investigações, têm que responder a elas de forma cabal". Contra a presidente Dilma Rousseff, que não é alvo formal de acusação por envolvimento na Lava Jato, Aécio pede renúncia ou tenta forçar sua saída pelo impeachment. Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda durante o governo José Sarney, Luiz Carlos Bresser-Pereira, escreveu que o PSDB quer derrubar uma presidente honesta aliando-se a um corrupto (leia mais).

Aécio diz que alertas ao governo "não foram poucos"

O senador acusou o governo da presidente Dilma Rousseff de "irresponsabilidade" ao comentar o anúncio de corte de dez dos 39 ministérios a fim de diminuir gastos e da declaração de Dilma em que reconhece que o governo errou ao demorar a perceber que a crise econômica era muito maior do que se esperava.

"Ouvi as declarações da presidente da República reconhecendo os equívocos do seu governo e dizendo que teve tardiamente apenas o conhecimento da real situação do país. A verdade é que a senhora presidente da República estabeleceu a mentira como método", criticou Aécio, lembrando que os alertas sobre a crise "não foram poucos" e não vieram apenas da oposição, mas também de especialistas.

"Lamentavelmente não se vê sinceridade na presidente da República. Apenas uma presidente nas cordas, que busca a cada dia um novo oxigênio, lançando medidas sem qualquer discussão ou arquitetura mais bem elaborada do ponto de vista técnico, apenas para dar satisfações à opinião pública", acrescentou o tucano.

"A impressão que se tem é que ela vivia em outro país ou em outro planeta, porque todos os alertas foram feitos. Quando busquei o debate sobre a necessidade de fazermos ajustes, a presidente nos chamava de pessimistas. A presidente fugiu de qualquer medida responsável que poderia hoje estar minimizando os efeitos dessa crise para os brasileiros", prosseguiu. Segundo Aécio, "a ação do governo não foi de desconhecimento, foi de irresponsabilidade".

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