PSDB fracassa na tentativa de cassar diploma de Pimentel em Minas


Jornal GGN 

"O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais rejeitou, por unanimidade, a ação que o PSDB moveu contra o governador Fernando Pimentel (PT) solicitando a cassação do mandato sob a alegação de abuso de poder econômico. Após a derrota no Estado, o tucanato mineiro decidiu questionar na Justiça Eleitoral o suposto uso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos para favorecer a chapa de Pimentel e o deputado estadual Durval Ângelo (PT).
O PSDB exigia, ainda, ainda investigação sobre suposto boicote de suas correspondência, incluindo denúncias contra José Pedro de Amengol Filho, diretor regional dos Correios, e Wagner Pinheiro de Oliveira, presidente dos Correios.
A suspeita surgiu após a publicação de um vídeo no qual Durval atribuiu aos "petistas dos correios" a "vitória do Fernando Pimentel" e "a vitória da Dilma" em Minas, em prejuízo de Pimenta da Veiga, candidato local, e Aécio Neves, derrotado na corrida presidencial. 
Para o tucanato, as falas do deputado petista eram sinais de que os funcionários dos Correios ajudaram na estratégia de expandir o alcance da campanha de Pimentel e Dilma no Estado. Apesar dos indícios, o procurador do Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais, Patrick Salgado Martins, já havia se posicionado pela improcedência da denúncia.
Segundo informações do jornal O Tempo, o procurador afirmou que investigou o caso a fundo e não encontrou "provas irrefutáveis de ilegalidades" supostamente cometidas pelos Correios. "É preciso uma prova robusta para uma decisão como essa [cassar o mandato de Pimentel]. Justiça se faz com prova e prova aqui não há", garantiu.
O PSDB informou que vai recorrer da decisão. Já Durval Ângelo disse ao O Tempo que a decisão unânime do TRE mostra que "foi feita justiça". "A jogada eleitoreira do PSDB não deu certo."
Em nota, o PT disse que "o apoio recebido dos trabalhadores dos Correios nesta e em outras eleições é resultado da luta contra a privatização da empresa. São cidadãos que exercem o direito constitucional de se engajarem politicamente, conscientes do modo tucano de privatizar, a exemplo do que ocorre hoje com a tentativa de entregar as reservas de petróleo do Pré-sal ao capital estrangeiro."

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