Os crápulas da política do ódio são “menores” e não podem ser punidos?


Fernando Brito, Tijolaço 

"No momento em que se discute a redução da maioridade penal, para mandar para uma cadeia abjeta os menores de 16 anos – que já vão para a reclusão, e quem já viu uma reclusão de menores não gostaria de passar um dia ali – é contraditório e vergonhoso que se possa estar fazendo na mais completa impunidade, num vilipêndio à República e a todas as mulheres como estão fazendo marmanjos que distribuem e colocam adesivos obscenos com a Presidenta Dilma.

Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, escreve um artigo admirável, tratando de algo mais grave neste caso. A inação, a tolerância, a discreta (ou nem sempre) cumplicidade com este tipo de agressão.

Não é possível que o cidadão comum, de bem, que respeita as pessoas , seja levado a ter de reagir pessoalmente, sem a intervenção do Estado, pela polícia, pela Justiça, pelo Ministério Público.

Acaso estes imbecis, barbados, são inimputáveis? Criou-se agora a figura da minoridade mental?

Porque, se as regras da civilização não têm o respeito, quando se trata da direita, um mínimo de reação das instituições, estaremos condenados a nos indignar e reagir sozinhos diante da barbárie e do desrespeito já não a uma governante, a um ser humano.

Como alguém pode fazer adesivos como
estes de Dilma e não terminar na cadeia?

Paulo Nogueira

Minha pergunta é: como alguém pode fazer adesivos como estes de Dilma e não enfrentar, imediatamente, problemas legais?

Punições exemplares são imperiosas, mas você não ver acontecer nada.
O autor tem que explicar como ele imaginou poder atentar assim contra a honra de uma pessoa – e fazer disso um comércio sujo, repugnante.

Onde, do lado do governo, alguém para pedir satisfações?

Porque é a imagem da autoridade máxima do governo que está sendo enlameada.

Posso estar enganado, mas vejo um silêncio absoluto que apenas estimula esse tipo de comportamento criminoso.

Fora da omissão governamental, tenho minha tese a respeito desse tipo de coisa.

A justiça brasileira ficou tão partidária que delinquências de direita não têm quaisquer consequências.

Um idiota fanatizado se julga no direito de invadir a privacidade de um homem como Mantega com insultos. Ele sabe que nada vai acontecer.

Em que país civilizado você pode fazer esse tipo de coisa sem correr o risco de dormir na prisão por assédio moral e agressão?

É tal a impunidade da direita que mentecaptos saem às ruas para pedir nada menos que o retorno da ditadura militar.

Severidade legal só vale contra a esquerda, como se viu no Mensalão e se observa agora na Lava Jato.

Há uma tolerância máxima com desvios de conduta de gente de direita.
Que a Polícia Federal não se mexa para enquadrar ações que atentem contra a honra de alguém como os adesivos, eu até entendo, dado o conservadorismo pétreo dos policiais.

Que a justiça se omita, também entendo, pelos mesmos motivos.
Mas e o governo?

A tolerância máxima deve se converter em tolerância zero. Você ultrapassou o limite, que pague por isso.

Imagino o que aconteceria na Inglaterra, por exemplo, se alguém fizesse adesivos de do premiê Cameron nos moldes dos de Dilma.

Quantas horas até a polícia bater na porta do autor?

Crime é crime.

Nenhum país é respeitável quando crime de direita é tratado, como no Brasil, com tapinhas nas costas.

PS- Me recusei a publicar os adesivos. Quem quiser vê-los, basta ir ao Google e clicar adesivos Dilma.

PS2. O Tijolaço também não é site de pornografia."

Nenhum comentário: