Como medir o impacto real do jornalismo


Pedro Burgos, Observatório da Imprensa

Será que estamos medindo corretamente o “sucesso” do jornalismo?   Ninguém sabe exatamente. Mas o fato é que, online, nunca tivemos tantos indicadores aparentes.  Podemos contar visitantes únicos, visualizações, compartilhamentos no Facebook, curtidas, comentários ou tempo na página. É um bocado mais do que “circulação”, pontos no Ibope ou cartas enviadas à redação que tínhamos na era pré-internet.

Mas, no fim, esse monte de números serve normalmente a um só propósito, o mesmo há décadas: dizer ao anunciante que faz sentido gastar bastante dinheiro com a gente, porque a gente tem muito “alcance” e “engajamento”.
Muita audiência significa mais dinheiro de publicidade, que é o que entendemos por “sucesso”. E não há por que ser muito crítico a isso, já que o jornalismo precisa de dinheiro como nunca.

Mas há dois grandes problemas em se fixar nesses números.

O primeiro é que sabemos, observando por anos as disputas pelo primeiro lugar no Ibope na TV, o que tentar abraçar a maior audiência possível significa em termos de qualidade. Online, isso se traduz em fazer manchetes que não entregam, vídeos forçados de coisas fúteis, galerias de “atletas musas”, layouts de página que privilegiam cliques sobre a experiência do público, jornalismo declaratório, colunas com opiniões inflamadas e sem base, etc etc etc. Todos sabemos e somos cúmplices dessa longa lista."
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