Como a Globo promove o apartheid no futebol e o Brasil corre o risco de repetir a Espanha, ter apenas dois campeões


"Cotas de televisão do campeonato brasileiro: “apartheid futebolístico” e risco de “espanholização”

Emanuel Leite Jr., viomundo

Até 2011, os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro eram negociados pelo Clube dos Treze.

A entidade realizava, também, a divisão dos recursos – o que ficou conhecido por “cotas de TV”. Cenário que mudou em 2012. Após um racha na associação*, cada clube acordou individualmente com a Rede Globo.

O futebol brasileiro passou, então, de um modelo de negociação coletiva com divisão que não agredia a isonomia (causando, por isso, o que denomineiapartheid futebolístico), para o modelo de negociação individual (trazendo o risco da “espanholização”, em alusão à concentração em apenas dois clubes – na Espanha, Real Madrid e Barcelona).

Ironicamente, no ano em que o governo espanhol promulgou o Real Decreto-ley 5/2015, regulamentando uma negociação coletiva da exploração comercial dos conteúdos audiovisuais do campeonato espanhol, no Brasil o fosso entre os clubes deverá se aprofundar ainda mais.

A Globo prepara um novo contrato em que vai aumentar substancialmente os valores oferecidos a Flamengo e Corinthians. Este é o tema que analiso em meu livro, “Cotas de televisão do Campeonato Brasileiro: apartheid futebolístico e risco de espanholização”, que lanço nesta quinta-feira, 30 de julho."
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