BRICs: fundo de US$ 100 bi focará em infraestrutura


"Cúpula dos BRICs, realizada em Ufá, na Rússia, traça as diretrizes para os investimentos do Novo Banco de Desenvolvimento; estratégia alinhada entre os governos de Dilma Rousseff e Vladimir Putin, assim como de Índia, China e África do Sul, é destinar os US$ 100 bilhões que capitalizarão o novo banco para projetos de infraestrutura dos países membros; Dilma e Putin também pediram maior protagonismo para os países emergentes em discursos realizados nesta quinta-feira 9; para Dilma, os países do grupo "continuarão a ser a força motriz do desenvolvimento global"

Brasil 247

A cúpula dos BRICs, realizada esta semana em Ufá, na Rússia, traça as diretrizes para os investimentos do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). A estratégia alinhada entre os governos da presidente Dilma Rousseff e do presidente russo, Vladimir Putin, assim como de Índia, China e África do Sul, é destinar os US$ 100 bilhões que capitalizarão pelo novo banco a projetos de infraestrutura dos países em desenvolvimento.

Em seus discursos ao longo desta quinta-feira 9, Dilma e Putin também pediram maior protagonismo para os países emergentes. "Os emergentes, principalmente os Brics, estou certa disso, continuarão a ser a força motriz do desenvolvimento global", destacou Dilma, durante encontro com o Conselho Empresarial do BRICs.

A última etapa do processo de criação dos BRICs era a finalização do Novo Banco de Desenvolvimento. A proposta do banco havia sido anunciada em julho do ano passado. Para a conclusão do processo, era necessária a aprovação por parte do parlamento de cada um dos países integrantes. O Congresso brasileiro aprovou o projeto em junho deste ano.

Na semana passada, foi concluída a última etapa, quando o parlamento chinês aprovou a proposta. No encontro de Ufá, os representantes dos países BRICs avançaram na estruturação final do banco, que terá sede em Xangai, na China. A sessão inaugural da instituição financeira foi realizada na terça-feira 7 em Moscou, na Rússia.

O Brasil indicou o primeiro presidente do Conselho de Administração do banco, o economista Paulo Nogueira Batista Júnio. A Índia indicou o primeiro presidente, o economista Kundapur Vaman Kamath. A Rússia indicou o presidente do Conselho de Governadores, que será o ministro das Finanças russo Anton Siluanov. E a China venceu a disputa para sediar a instituição. A África do Sul vai sediar o Centro Regional Africano do banco.

O ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central, Joaquim Levy e Alexandre Tombini, serão, respectivamente, governador e vice-governador do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics."

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