A quem serve a volta dos “blackblocs”?


Fernando Brito, Tijolaço 

Eles foram trazidos no limbo onde submergiram desde o “não vai ter Copa”, há dois anos.

Não existiam mais, mas reapareceram na pacífica – até suas provocações se iniciarem – passeata contra a redução da maioridade penal, hoje, na Avenida Paulista.

Viraram uma cabine da PM e fizeram algumas depredações.

Será que desta vez ainda vão iludir aos tolos que podem ver algo de libertário em quem entra nos movimentos para produzir contra eles antipatia e rejeição pelos atos de agressão que promovem?

Movimentos “espontâneos”, uma ova.

Ou vamos esquecer que essa turma despertou a onda de selvageria que marca a política brasileira hoje?

Quem se enfraqueceu, depois deles, a direita que dizem odiar ou a esquerda que lhes foi tolerante e os tratou com uma ingênua e estúpida simpatia ou tolerância?

Muita gente bem intencionada, àquela época, deixou esta turma se criar, quando deveriam ter sido postos a correr como agentes provocadores que são.

“Esquerda” sem base social e de porrete na mão para tomar a frente de movimentos políticos legítimos dá nisso, no que deu de prejuízo às causas legítimas o desempenho desta gente.

Aquela “voz das ruas” só deu eco aos piores tipos de fascistas provocadores que pululam hoje na política brasileira.

Os Batman viraram cabos eleitorais dos Bolsonaros, é bom lembrar.
Tomara que, desta vez, menos gente se iluda e seja condescendente com esta turma.

A volta dos “blackblocs” não veio do nada.

Veio para servir aos interesses de quem quer conflito e quebra da ordem democrática.

E que agora já sabemos quem são."

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