Virada de Dilma dependerá de investidores


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"O governo de Dilma Rousseff fez a sua parte para a retomada do crescimento, ao anunciar na manhã desta quarta-feira, no Palácio do Planalto, o programa de concessões nos setores de infraestrutura ( ferrovias, rodovias, portos e aeroportos), que projeta injetar quase R$ 200 bilhões na segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL).

Falta saber a reação da iniciativa privada. Para tornar realidade a "virada gradual e realista de página" prevista pela presidente, agora tudo vai depender do interesse de investidores nacionais e estrangeiros. A presidente e os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, destacaram a importância do setor privado no financiamento e nas concessões: "O diálogo com empresários e governadores é decisivo para a carteira de investimento".

Levy garantiu que não faltarão recursos do BNDES para o PIL e prevê um impacto positivo direto de 0,25% no PIB, mas este número pode dobrar com o que ele chamou de "impacto indireto". Esta nova etapa do programa de concessões servirá como um teste para a reconquista da confiança dos investidores num momento em que as maiores empresas de construção do país passam por grandes dificuldades financeiras em consequência da Operação Lava Jato.

Tomara que dê certo, e que o ano de 2015 finalmente possa começar, após um primeiro semestre de turbulências na política e na economia. É de notícias positivas como esta que o país estava precisando.

Outro dado positivo do pacote de concessões é que a maior parcela dos investimentos foi reservada para as ferrovias, com R$ 86 bilhões, enquanto as rodovias terão R$ 64 bilhões, o que demonstra uma necessária e esperada inversão de prioridades. Animados com a agenda positiva, Dilma e seus ministros mostraram confiança no interesse dos investidores. "São projetos de demanda forme", assegurou Joaquim Levy. Para a presidente, "os efeitos do programa serão múltiplos em toda cadeia produtiva e em todas as áreas da economia".

A sorte está lançada. Quem se arrisca?

Vida que segue."

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