A oposição tem ideias? Tem. O Lula sabe quais são


"O que o Cerra vai fazer quando ganhar o Datafalha

Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

No Congresso do PT em Salvador​, o presidente Lula – cujo cachê é o dobro do FHC – se deu ao trabalho de formular o que o PSDB jamais conseguiu: dizer o que a Oposição pensa.

Além de pensar no Golpe.

E denunciar a corrupção anarco-sindicalista, como dizia a UDN do Jango.

Esse é o programa do Cerra, que já se senta na cadeira:

Nós vencemos uma eleição presidencial muito difícil, a mais difícil desde 2002.

Foi uma eleição tão disputada que nossos adversários levaram alguns meses para reconhecer que foram derrotados nas urnas.

E como perderam para o PT pela quarta vez consecutiva, tentam impor ao país a agenda do retrocesso – na economia, na sociedade e até na democracia.

Eles não se conformam com as transformações que realizamos nesses 12 anos e meio. E não veem a hora de fazer a história andar para trás.

A agenda deles é o financiamento empresarial, para manter a influência do poder econômico nas eleições.

Nós sempre valorizamos o papel do Congresso, da democracia representativa. Mas quando o PT propõe ampliar os instrumentos da democracia participativa, com mais conferências, conselhos e projetos de lei de inciativa popular, eles vêm com a velha ideia do voto facultativo.

Do que eles não gostam mesmo é de voto popular. Não gostam de participação social. Querem uma espécie de democracia sob medida, onde só cabem os interesses dos poderosos, e a maioria fica do lado de fora.

A agenda deles é a redução da maioridade penal, para mandar para a cadeia quem deveria estar na escola.

É acabar com o sistema de cotas, para mandar os pobres e os negros de volta ao tempo onde não tinham oportunidades de estudar e ascender socialmente.

É promover a intolerância e sancionar o preconceito contra a população LGBT.

É perpetuar o oligopólio dos meios de comunicação, para que a liberdade de imprensa continue sendo um privilégio de poucos, quando deveria ser um direito de todos.

Eles querem fazer o Brasil voltar à idade média social em que o País vivia antes de eleger o governo da inclusão, da liberdade e da dignidade humana.

A agenda deles é acabar com o sistema de partilha e entregar o pré-sal, que é uma conquista do povo brasileiro.

É destruir a Petrobrás, construída com a luta de gerações de patriotas.

É destruir a indústria naval e a engenharia nacional, que geram empregos aqui no Brasil e fazem nosso país mais forte.

Nossos adversários não se conformam com um modelo de desenvolvimento baseado na inclusão, na geração de emprego e na distribuição de renda.

E ainda nos acusam de dividir o País entre ricos e pobres, o que é uma enorme hipocrisia.

Foi o governo do PT que trouxe para a mesa os que tinham fome, que abrigou os que não tinham teto, que abriu a porta das escolas para os que estavam do lado de fora, que integrou milhões ao mercado de trabalho e ao consumo.

Foi o governo do PT que começou a fazer do Brasil um país de todos, não apenas dos privilegiados de sempre.

Eles não se conformam com isso e saem por aí semeando o pessimismo, anunciando o fim do Brasil.

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