A arma dos terroristas – inclusive os econômicos – é o medo que se tem deles


Fernando Brito, Tijolaço 

 "Aqui se faz crítica quase diária ao “ajuste fiscal”, porque atinge quem não tem que ser sacrificado e deixa barato para quem tem a dar.

E há muito a se reclamar de muitas coisas não terem sido feitas quando havia força política para isso, ao menos para tentar.

Mas só os tolos e os cúmplices podem achar que a súbita “vocação generosa” de Eduardo Cunha e Renan Calheiros tem algo em mente senão a erosão da capacidade econômica de estabilizar-se do Governo Dilma.

Se alguém duvida, olhe a capa de hoje do Valor Econômico.

Só há ali uma imprecisão: não são “bombas” para explodir.

O terrorista, mesmo o econômico, pouco ou nada ganha com sua detonação.
E muito ganha com o medo e até o pânico de que ela seja acionada.

É com isso que consegue seu “resgate”, que negocia suas vantagens.

Não que tenham receio ou escrúpulos em explodi-las, com todos os danos que possam causar às pessoas e, neste caso, ao país.

Cunha e Renan são profissionais no jogo de pressões espúrias que virou a política brasileira.

Tanto é assim que nunca pressionaram para votar, por exemplo, a jornada de 40 horas, ago que até Roosevelt, nos anos 30, fez nos EUA para atenuar os efeitos no emprego, como mostrei outro dia aqui.

E sabem que enfrentam um governo acuado e que se prende no círculo do de giz do “não contesto porque não quero piorar as coisas”.

E quem não fala não pode pretender ser entendido, que dirá ser apoiado…"

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