Massacre: Aécio se cala e chama Dilma de covarde


"Em evento da Força Sindical, o presidente do PSDB, Aécio Neves, se recusou a comentar a violência da polícia comandada pelo governador tucano Beto Richa contra professores no Paraná, episódio que deixou mais de 200 feridos na quarta-feira; mas diz que "esse 1º de Maio será lembrado como o dia da vergonha, o dia em que a presidente da República se acovardou", por não ter feito seu pronunciamento na TV; em vídeo divulgado nas redes sociais, sem citar o nome de Richa, a presidente defendeu o "diálogo franco e transparente" entre governo e sociedade, "sem violência e sem repressão"; "Numa democracia, temos que nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores", alfinetou Dilma Rousseff

Brasil 247

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, disse durante o evento da Força Sindical, pelo Dia do Trabalhador, que a presidente Dilma Rousseff "se acovardou" por não ter feito o tradicional pronunciamento em cadeia de rádio e televisão. Segundo ele, Dilma "se esconde" ao não fazer o pronunciamento.

"Esse 1º de Maio será lembrado como o dia da vergonha, o dia em que a presidente da República se acovardou", disse o tucano. A presidente optou por falar com os trabalhadores pelas redes sociais. Ao longo da manhã desta sexta-feira 1º, o Palácio do Planalto divulgou três vídeos da presidente.
Questionado a comentar o episódio comandado pelo governador Beto Richa, seu colega de partido, Aécio se recusou. Na quarta-feira 29, mais de 200 servidores estaduais do Paraná saíram feridos de um verdadeiro massacre protagonizado pela Polícia Militar no centro de Curitiba.

Os policiais tentavam impedir que manifestantes, principalmente professores, entrassem na Assembleia Legislativa, onde acontecia a votação do projeto de Richa que altera a previdência do funcionalismo com o objetivo de cobrir dívidas do Estado. O governador defendeu a ação policial, argumentando que eles apenas se defendiam. O ato polêmico foi criticado por políticos de diversos partidos e vários colunistas da imprensa tradicional.

No terceiro e último vídeo divulgado hoje pelo Planalto, Dilma faz uma dura crítica ao governador tucano, sem citar seu nome. Ela defende o "diálogo pleno" entre governo e sociedade e a legitimidade da manifestações dos trabalhadores "sem violência e sem repressão".

"O Brasil vive hoje em plena democracia. Por isso, temos de nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores. Temos de reconhecer como legítimas às reivindicações de todos os segmentos sociais da nossa população. Temos de nos acostumar a fazer isso sem violência e sem repressão. Nada melhor do que o diálogo franco e transparente entre o governo e a sociedade", afirma a presidente."

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