Diretor da Câmara culpa Cunha por requerimentos


"O depoimento do ex-diretor do Centro de Informática da Câmara, Luiz Antonio Eira, à Procuradoria Geral da República (PGR) reforçou as suspeitas de que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi o verdadeiro autor de dois requerimentos protocolados para investigar empresas suspeitas de pagamento de propina; os documentos, segundo o doleiro Alberto Youssef, tiveram o objetivo de forçar essas empresas a continuarem pagando propina a Cunha; coube a uma aliada do parlamentar, a então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), apenas a inserção no sistema, segundo a PGR; não existiu fraude na atribuição de autoria dos requerimentos, conforme o depoimento do ex-diretor

Brasil 247

O depoimento do ex-diretor do Centro de Informática da Câmara, Luiz Antonio Eira, à Procuradoria Geral da República (PGR) reforçou as suspeitas de que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi o verdadeiro autor de dois requerimentos protocolados para investigar empresas suspeitas de pagamento de propina – o gesto, segundo o doleiro Alberto Youssef, teve o objetivo de forçar essas empresas a continuarem pagando propina a Cunha.

Coube a uma aliada do parlamentar, a então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), apenas a inserção no sistema, segundo a PGR. Não existiu fraude na atribuição de autoria dos requerimentos, conforme o depoimento do ex-diretor. A autoria dos documentos pelo login de Cunha também foi atestada pela Secretaria de Pesquisa e Análise da PGR.

Além disso, existia a "franca possibilidade" de que as provas fossem "destruídas, alteradas ou suprimidas", "especialmente os registros do sistema e outros dados mantidos pela área de Tecnologia da Informação da Câmara dos Deputados", segundo a PGR registrou no pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) de diligência na Câmara. O relator do inquérito que investiga Cunha, ministro Teori Zavascki, autorizou a operação de busca de dados na Casa, o que foi feito na segunda e na terça-feira por procuradores da República, peritos e um oficial de justiça do STF. O procedimento era sigiloso, mas o segredo dessa ação cautelar foi derrubado na tarde desta sexta-feira.

Eira foi demitido por Cunha por conta do episódio da revelação de que o deputado seria o verdadeiro autor dos requerimentos para pressionar as empresas, apresentados na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara em 2011. Ele, então, prestou depoimento na PGR, procedimento decisivo para o pedido da diligência e para a autorização pelo STF."

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