Com Mercadante, Casa Civil terá papel mais político

Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

'Em matéria sobre a reforma ministerial, o Balaio antecipou na terça-feira da semana passada, uma informação que foi confirmada em Brasília nesta segunda-feira: "A principal mudança é a ida de Aloizio Mercadante para a Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann, candidata ao governo do Paraná. O atual ministro da Educação vai ter um papel mais político do que administrativo, com a missão de fazer a ponte entre o governo, o PT e os partidos da base aliada, de olho na campanha eleitoral", escrevi no dia 14.

Dilma bateu o martelo no final de semana. A decisão foi  anunciada hoje pela presidente, no Palácio da Alvorada, em reunião com o ex-presidente Lula, da qual participaram, além de Mercadante, o chefe de gabinete da Presidência, Gilles Azevedo, e o ex-ministro de Comunicação Social, Franklin Martins.

A exemplo da função que Dilma desempenhava no governo Lula, Gleisi era uma espécie de coordenadora dos ministros, que cuidava do andamento dos projetos, em especial os ligados ao PAC. Na reforma ministerial que Dilma só deverá anunciar oficialmente no começo de fevereiro, depois de voltar de uma viagem a Davos, na Suiça, e a Cuba, que começa na quarta-feira, a Casa Civil volta a centralizar as articulações políticas, como acontecia no início do atual governo com o então ministro Antônio Palocci.

Senador eleito pelo PT de São Paulo em 2002, quando Lula venceu sua primeira eleição presidencial, Mercadante estava sem mandato ao ser nomeado por Dilma no começo do governo para o Ministério da Ciência e Tecnologia, sendo transferido para a Educação, quando Fernando Haddad deixou o posto para se candidatar a prefeito de São Paulo. Caso Dilma seja reeleita, é certo que Mercadante deverá permanecer no posto para o qual está indo agora.

Mercadante é bastante ligado a Lula, de quem foi assessor econômico nas campanhas presidenciais, e candidato a vice em 1994, desde os tempos em que o ex-presidente comandava o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Professor da PUC e da Unicamp, no ano passado, tornou-se o principal interlocutor da presidente Dilma, que agora o leva para a Casa Civil."

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