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Participante da JMJ, peregrina africana diz que não há casais gays em São Tomé e Príncipe (Foto: Maurício Tonetto) |
‘Graças a Deus’ não existem gays na África,
dizem peregrinos da JMJ que acompanham o Papa Francisco no Brasil
Se as posições da Igreja Católica sofrem
resistência de grupos anti-homofobia no Brasil e em várias partes do mundo, o
mesmo parece não acontecer em
São Tomé e Príncipe, na África. A condenação da prática
homossexual da Igreja está alinhada com parte da população local, conforme
relatos de peregrinos nesta terça-feira na centenária paróquia Nossa Senhora de
Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.
É o caso de Eva de Carvalho, 48 anos, que
dá “graças a Deus” ao dizer que “não existe isso (homossexuais)” em seu país. Ela é
originária do país africano, que conta com uma população predominantemente
católica (70,3%, segundo senso realizado em 2001). Eva diz que o tema sequer é
abordado por lá.
Itola Lima, 62 anos, também de São Tomé e
Príncipe, faz coro com a amiga ao dizer que não existe homossexualidade em seu
país e faz uso da Bíblia para condenar a prática. “Deus fez um homem e uma
mulher”, argumenta.
O assunto, no entanto, não deverá ser tema
de debate nos dias de Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. Com
intenção de reunir fiéis e alcançar os menos religiosos, a Igreja – a exemplo
do Papa, em sua primeira declaração no País – deverá evitar temas mais
controversos.
Entre quarta e sexta-feira, diversas
paróquias da cidade vão oferecer catequeses sob a temática central do evento
(“Ide e fazei discípulos” – um mandamento de Jesus, segundo a crença cristã). As
pregações serão feitas em vários idiomas e a abordagem será menos profunda,
justamente para contemplar os não-iniciados nos assuntos religiosos e os
estrangeiros que não dominam o português.
“O objetivo é anunciar o evangelho. É levar
Cristo a todas as nações, como é o tema da Jornada. Fazer com que todos
experimentem profundamente a fé em Jesus Cristo”, explica o padre Pedro dos Santos,
da paróquia Nossa Senhora de Copacabana, que espera receber 2 mil pessoas nos
três dias de catequese.
Papa
Francisco no Brasil
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013
ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a
cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos
com o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e
reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 marca
também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua
nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano.”
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