Ação da PM foi de vingança contra a população


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

“Quem melhor resumiu os acontecimentos da noite de quinta-feira (13), que mais uma vez transformaram o centro de São Paulo numa praça de guerra, foi o prefeito Fernando Haddad:

"Na terça, eu penso que a imagem da violência que ficou foi a da violência dos manifestantes. Infelizmente, hoje, não resta dúvida que a imagem que ficou foi a da violência policial".

É exatamente o que eu penso que aconteceu, depois de acompanhar por horas ao vivo na televisão esta última manifestação contra o aumento de 20 centavos (de R$ 3 para R$ 3,20) nas passagens dos ônibus da cidade: a PM já chegou chegando, com todo aparato bélico a que tem direito, batendo e atirando para todo lado, disposta a se vingar dos atos de vandalismo e agressões a alguns policiais praticados durante a manifestação da última terça-feira.

O grande problema é que a violência policial não se limitou a conter o protesto dos estudantes, mas atingiu indiscriminadamente a população paulistana que passava elas ruas a caminho de casa ou do trabalho ou tomando sua cervejinha num bar. Na fúria policial deliberadamente desencadeada para mostrar quem manda na cidade, sobrou para todo mundo.

Quando a Tropa de Choque armada até os dentes se perfilou no começo da rua da Consolação, por volta das 7 da noite,  para impedir que os manifestantes seguissem em direção à avenida Paulista, foi a senha para que o caos se instalasse na cidade, atingindo quem estava em carros e ônibus, e espalhando a baderna pelas ruas vizinhas. Estava na cara de ódio dos policiais que eles tinham carta branca para retomar o controle de segurança da cidade a qualquer preço.”
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