Sérgio Amadeu, spressoSP
“Os dois filósofos suecos Alexander Bard e
Jan Söderqvist já haviam detectado que em uma rede distribuída como a internet,
“todo ator individual decide sobre si mesmo, mas carece da capacidade e da
oportunidade para decidir sobre qualquer dos demais atores”.
Essa tese foi testada pelo poderoso governo
norte-americano quando, em dezembro de 2010, agiu de modo contundente sobre os
provedores para retirar o site do Wikileaks da rede. Em menos de dois dias,
foram criados mais de 800 “sites espelhos” nos cinco continentes, que
replicavam exatamente o conteúdo do site bloqueado.
Se a liberdade de expressão e de opinião
distribuídas pelas plataformas da rede incomodam sobremaneira os setores que
definem as razões de Estado como princípio superior, a liberdade de criação de
novas tecnologias, aplicações ou formatos têm preocupado e colocado em risco os
velhos modelos de negócios de grandes corporações erguidas no mundo industrial.
Assim, a natureza aberta da internet
torna-se alvo de parte da indústria de intermediação cultural e de grandes
corporações de telecomunicações.”
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