“Jornais tradicionais alinham corredor
polonês contra presidente à sombra do fantasma da inflação; mas gestão Dilma
Rousseff alia crescimento do emprego e renda a inflação sob controle; em dez
anos, petismo formou taxa inflacionária de 74%, contra 100% em oito anos de
Fernando Henrique; Brasil com Lula e Dilma enfrentou crises internacionais tão
ou mais graves do que as de FHC; editoriais malham, mas sem números; confira
dados
Brasil 247
É para colocar no currículo. Na sexta-feira
29 de feriado religioso, sem pressa de encontrar tema mais relevante, a mídia
tradicional dedicou três editoriais à desconstrução de uma frase da presidente
Dilma Rousseff – repita-se, três editoriais contra uma frase –, e pelo menos um
artigo. Todo o pacote resumido na primeira linha do manifesto da Folha, no
melhor estilo do concorrente Estadão:
- Foram lesivas à credibilidade da política
econômica da presidente Dilma Rousseff suas declarações sobre inflação na
cúpula dos Brics em Durban, na África do Sul. Reforçaram a percepção de que o
governo federal não tem estratégia definida para lidar com os desafios da
economia e do regime de metas inflacionárias (íntegra abaixo).
Foram lesivas para quem, camarada? Na
repercussão concreta da taxa de juros futuros na Bolsa Mercantil & Futuros
– o octógono do vale tudo financeiro --, na quinta 28, as taxas previstas
caíram. Para a interpretação objetiva, de mercado, do dito antagonismo entre
crescer economicamente e controlar preços, venceu a tese de que o primeiro
plano não é incompatível com o segundo. Fosse diferente, muitos outros
indicadores teriam despertado do marasmo dos últimos tempos, como a taxa de
câmbio, os títulos da dívida brasileira, o volume de negócios na bolsa de
valores nacional.”
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